Roda do Tempo

Fotografia da sequência de uma margarida desabrochando. Da esquerda,
como um botão, para a direita, com as pétalas brancas abertas. O fundo é esverdeado.

Viajantes de diferentes países são familiarizados com o conceito de ‘samsara’ – a roda da vida – representada em tecidos, cerâmicas e no folclore. A ideia aparece frequentemente em textos religiosos e filosóficos, tanto da Índia como da antiga Grécia, na metade do primeiro milênio a.C. Embora o conceito esteja firmemente enraizado em muitas das culturas antigas, é menos prevalecente no entendimento contemporâneo ocidental em relação ao tempo.

Esse antigo conceito implica que todas as espécies reencarnam ou movem-se de um corpo para outro para desfrutar de uma vida após a outra. Há inumeráveis versões de como essa “reciclagem” acontece e algumas escolas de pensamento sugerem que nós nos movemos através e entre espécies, enquanto outras, tais como a Brahma Kumaris, entendem que tomamos nascimento somente dentro de nossa própria espécie. Ou seja, humanos sempre serão humanos e elefantes sempre serão elefantes, e assim por diante.


De um ponto central de um pequeno planeta azulado sai um feixe de luz alaranjada em linha reta, em direção ao alto, circulando um ponto de luz branco alaranjado, rodeado de estrelinhas brancas, e retorna em outro feixe de luz em linha reta para baixo, até chegar em um círculo feito por uma linha esbranquiçada que contorna o planeta. Envolta do planeta, imagens do universo em preto com planetinhas e estrelas. Uma luz branca circula o universo, no topo, próximo ao ponto de luz, um pequeno ser com a cabeça iluminada alaranjada e um traço de luz que o une ao ponto de luz branca
Crescimento e supercrescimento

Através de todas as culturas, é largamente entendido que a experiência de sofrimento e miséria é um produto de nossas próprias ações (karma), assim como são os estados benevolentes de alegria, amor e contentamento. A escolha é nossa; as repercussões são autocriadas.

Tradicionalmente, a roda do tempo gira através de quatro eras, o que caracteriza a mudança do estado consciente (dos seres humanos em particular) naquele momento no tempo. Como tal, não há início nem fim, apenas uma conexão perpétua de ação e reação, cuja qualidade está em nossas mãos (ou melhor, em nossas cabeças).

Com a mudança das estações e da integridade da matéria, a forma externa da Terra muda com o tempo. A força motora por detrás dessa mudança é a mente humana. A consciência mais elevada e pura manifesta-se em um planeta robusto e verdejante, enquanto que a consciência mais baixa e impura produz um estado poluído e corroído de existência.

Quando as pessoas vivem sua vida diária na consciência deste ciclo do tempo, elas constantemente mantêm em mente o ‘grande quadro’ e permanecem sintonizadas em relação ao impacto de seus pensamentos e ações no curso do tempo e sua qualidade de vida pessoal.


Permanecendo desse modo no cume da montanha, elas não apenas desfrutam da vista panorâmica da vida e permanecem sábias em relação a quando e como avançar, mas elas também desenvolvem um profundo respeito pela variedade da vida e o direito que todos têm de agir como e quando desejem. A sabedoria de ahimsa (não violência) traz grande desapego e compaixão pela dignidade de cada um. Cada um é o criador de seu próprio destino e passará através de todas as quatro idades através do tempo e antes da viagem de retorno ao lar das almas.

Assim como dizemos, “A história se repete”, o ciclo do tempo se repete. Esse é por si só um tema profundo e detalhado e você pode explorá-lo mais no curso introdutório à meditação Raja Yoga em sua sede mais próxima.


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